segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Aqui, sem querer ver ou ouvir, apenas ausente.
Perdida num labirinto, perdida num olhar, num toque, num sonho.
Lembro cada pormenor, lembro como tudo começou, lembro porque me perdi.
Hoje... ainda perdida no labirinto do teu olhar, do teu ser.
Não achei rumo, não encontrei a saída.
Com o passar do tempo limitei-me a percorrer um caminho paralelo
Paralelo e por vezes perpendicular.
Não percebo o destino, não percebo!
Racionalmente cada vez mais tento um rumo paralelo,
Mas emocionalmente, cada vez mais desejo um rumo perpendicular.
Encontros... desencontros...
Lembranças... saudades...
Do labirinto continuo sem sair, e às vezes custa simplesmente sorrir.
Vou continuar caminhando paralelamente até saber como sair deste sitio,
Ou apenas até saber se realmente daqui quero sair ou não!
Um rosto perdido, um rosto lembrado...
Uma vida diferente, e esse rosto...
Apenas na lembrança trancado!
Amo a vida, amo as estrelas, amo-te a ti!
Ultrapassei guerras e tempestades de lágrimas,
Mas jamais ultrapassei a lembrança ligada a ti!
Adormeço, acordo, riu e choro...
Vivo por viver, vivo um dia seguido do outro.
Só a noite e o céu,
A lua e as estrelas me conhecem.
E só elas guardaram a tatuagem que deixaste.
Guardada à vista de todos e irreconhecível aos olhos humanos.
Mas elas certificaram-se que, no passado ou futuro...
Junto de mim estarás sempre presente!